sexta-feira, 30 de julho de 2010

Não vou perder meu tempo com você!



Verdade seja dita, eu não sou como você esperava. Eu não sou um Ken da vida pra te acompanhar nas festas que você costuma ir, só pra ver você se exibir comigo. Não tenho um par de braços com 40 ou 50 centímetros em cada um, ou um peitoral do Mr. Brasil, nem uma barriga de tanquinho como a do Ryan Reynolds. Eu sou muito mais do que você espera. Muito mais do que você aguentaria. Ou talvez muito mais do que você mereça.

Porque eu sou fiel aos meus sentimentos. Vou estar com você quando eu realmente quiser estar. Vou te ligar quando eu quiser falar com você. Porque eu não passo vontade. E nem vou passar vontade de você. Não vou fazer joguinho. Eu me entrego mesmo. Assim. Na lata. Eu abro meu coração. Rasgo o verbo. Me dou em prosa. E se te disser que não te quero, meu olhar vai me desmentir na tua frente. Porque eu falo antes de pensar. Eu falo até sem sequer pensar. Eu penso falando. E se estou com você, aí, não penso duas vezes. Não penso em nada. Não quero mais nada.

Então, não vou perder meu tempo com você. Eu não sou um corpo que você achou na noite. Eu não sou uma boca que precisa ser beijada por outra qualquer. Eu não preciso do seu dinheiro. Muito menos do seu carro. Mas, talvez, eu precise dos seus braços (médio) fortes. Das suas mãos quentes. Do seu colo pra eu me deitar. Do seu conselho quando meu lado menino não souber o que fazer do meu futuro. Eu não vou te pedir nada. Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar. Mas uma coisa, eu exijo. Quando estiver comigo, seja todo você. Corpo e alma. Às vezes, mais alma. Às vezes, mais corpo. Mas, por favor, não me apareça pela metade. Não me venha com falsas promessas. Não, eu não estou à venda. Eu não quero saber quanto você ganha. Quero saber se ganha o dia quando está comigo.

Você não vai me ver mentir. Desista. Mentiria sobre a cor do meu cabelo. Sobre minha altura. Até sobre meus planos para o futuro. Mas não vou mentir sobre o que eu sinto. Nem sob tortura. Posso mentir sobre minha noite anterior. Sobre minha viagem inesquecível. Mas não agüentaria mentir sobre você por um segundo. Não na sua cara. Mentiria pros meus amigos sobre a sua beleza. Diria que tem corpo de atleta e um quê de Don Juan (mesmo sabendo que eles iriam descobrir a farsa depois). Mas não me faça mentir e dizer que não te quero. Que eu não estou na sua. Não me obrigue a jogar. Não me obrigue a dizer “não” quando eu quiser dizer “sim”. Não me faça tirar você da minha vida porque meu coração ainda acelera quando vejo você.

Insisto. Não me faça perder tempo com você. Porque eu não quero entrar no seu carro se não puder entrar na sua vida. Não me conte seu passado se eu não puder viver seu presente. Não faça planos comigo se não me incluir no seu futuro. Não me apresente seus amigos se, amanhã, vou virar só mais um. Me poupe do trabalho de adivinhar seus pensamentos. Diga que me quer apenas quando for verdade. Diga que está com saudade apenas se sentir minha falta do seu lado. Peça minha companhia quando não desejar só meu corpo. Me ligue quando tiver algo pra dizer. Mas, por favor, me desligue quando não estiver mais afim de mim.

Depois dessa noite, eu não quero mais chances com você, e te deixo bem claro que não tens chances comigo.

(Fonte: www.ateondevai.blogspot.com)

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Uma crise.



Não é a primeira vez em que me atolo dentro dos meus pensamentos e tudo fica misturado, e agora eu não sei o que dizer. Quer dizer, até sei mas não sai. Trava. Me deixa engasgado saber que ele terminou o namoro, e talvez agora seja a minha chance de dizer que o que sinto aqui dentro tá vivo, desde quase a dois anos atrás. Mas acho que ele não ouviria, aliás, não se importaria com isso. Penso que sim, penso que não... Penso em me arrepender se disser, penso em me arrepender se não disser... Penso em como seria se fosse, penso enquanto vivo sabendo como é sendo sem ser... Penso em mim, penso nele... Penso em nós.

Me dói quando me pergunta coisas do seu (EX) namorado que o traiu, quando na verdade deveria estar contente por terem acabados. Percebi que na verdade, não me dói o fato de terem terminado essa coisa que eles chamavam de... namoro. Mas sim o fato de ve-lo sofrendo por alguem que não o merecia! E eu quis tanto fazê-lo feliz, amado, bem, satisfeito... Uma parte ruim disso, se chama cumplicidade, não é apenas uma pessoa que tem que fazer dar certo, não é do amor de apenas uma pessoa que dar certo um namoro. Isso se chama relacionamento. O qual hoje, depois de dois anos amando o mesmo cara sem ser correspondido, não tenho certeza do que quero sobre ele.


Ele sempre foi tudo o que eu quis, tudo o que eu desejei. Quando alguem falava em amar alguem, era ele que vinha na minha cabeça. Quando ouvia uma musica bonita, era ele que vinha na minha cabeça. E hoje, qualquer coisa, me faz lembrar dele (ainda).

Eu espero que isso passe logo. Não quero viver mais um mes, um ano, dois anos outra vez amando sem ser amado.

sábado, 24 de julho de 2010

Arrisque. Sem medo.



‘Numa terra em guerra, havia um rei que causava muito espanto...
Todas as vezes que fazia prisioneiros, não os matava. Ele os levava a uma sala onde havia um grupo de arqueiros de um lado, e uma imensa porta de ferro do outro, sobre ela existiam gravadas figuras de caveiras cobertas por sangue.
Nesta sala ele os fazia ficar em círculo e lhes perguntava então:

- Vocês podem escolher entre morrerem flechados pelos meus arqueiros ou passarem por aquela porta e por mim serem lá trancados.

Todos escolhiam serem mortos pelos arqueiros.
Ao terminar a guerra, um soldado que por muito tempo servira ao rei, dirigiu-se ao soberano:

- Senhor, posso lhe fazer uma pergunta?
- Diga, soldado.
- O que havia por trás da assustadora porta?
- Vá e veja você mesmo.

O soldado então, abre vagarosamente a porta e à medida que o faz, raios de sol vão entrando e clareando o ambiente... E finalmente descobre, surpreso, que a porta se abria sobre um caminho que conduzia à liberdade.
O soldado admirado apenas olha seu rei que diz:
- Eu dava a eles a escolha, mas preferiram morrer a arriscar-se a abrir essa porta.’

E ai a gente reflete, quantas portas a gente deixa de abrir por medo de arriscar, hein?
Quantas vezes perdemos a liberdade, e morremos por dentro, apenas por sentirmos medo se abrir a porta de nossos sonhos?

Arrisque. Tente. Ouse. Tenha fé. Tenha força. Acredite. Busque. Seja curioso. Confie. Corra atrás. Seja determinado. Queira. Alcance. Prossiga. Consiga.